De volta à escola. Na verdade ainda não tínhamos saído dela. Em 1984 foi meu último ano de colégio. E para comemorar o primeiro aniversário do Grupo Curtura, voltamos ao local onde iniciamos nossa jornada com outro espetáculo sobre o Dia das Mães, à convite da diretoria.
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| Apresentação no pátio do colégio. |
Uma das minhas melhores
amigas até hoje, Flávia Regina – brilhante advogada - estreou nos palcos dando vida
à protagonista, uma menina doce que sofria os mais variados preconceitos e a descrença de
familiares a amigos em sua arte.
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| Nosso elenco nessa peça. |
O primeiro da esquerda na foto com o elenco é meu irmão, Carlos Henrique, que ajudou nos bastidores e ao lado dele o Paulo, um seminarista colega do Carlos Saggio, diretor do espetáculo anterior. No centro o João Reginaldo, do qual não tive mais notícia e com a bengala esse que aqui digita. As meninas, da esquerda para a direita: Flávia, Teresa e Célia.
Gosto muito do texto até hoje e vejo nele elementos
dramáticos que iria trazer para minha dramaturgia anos depois. Uma trilha
sonora que vinha com algumas lágrimas discretas e pronto: todo mundo emocionado
e o Grupo Curtura conquistando de vez o coração dos amigos da escola, dos
professores e da plateia em geral, após um ano e cinco montagens em sua ainda
breve existência.
O cartaz foi feito à mão - somente um - que foi colocado no mural da escola. O desenho, se não estou enganado, foi feito por uma colega de classe, a Ângela Neves.
Como disse no capítulo anterior, foi a última vez que nos
apresentamos na escola que viu nossa origem. Em 1985 outro passo seria dado. Eu
entrava para a faculdade e o Curtura começava uma trajetória um pouco mais
séria do ponto de vista artístico.
Ficha Técnica de “O Espetáculo Não Pode Parar”
Direção e Dramaturgia: Paulo Rogério Rocco.
Elenco: Paulo Rogério, Flávia Regina Ribeiro da Silva, João
Reginaldo, Paulo Seminarista, Regina Célia da Silva e Teresa Cristina Santana.
Estreia: Maio de 1984 – Escola Padre Donizetti Tavares de
Lima – Tambaú.



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