segunda-feira, 24 de abril de 2023

Capítulo 7 – Pluft, o Fantasminha

Quando falei no capítulo anterior que 1985 tinha sido especial para nosso ainda recém-formado grupo, não exagerei. A estreia na Semana Universitária Tambauense veio em dobro, com o sucesso “Viva a República” (assunto do capítulo anterior) e a nossa primeira montagem para o público infantil: “Pluft, O Fantasminha”, a clássica obra de Maria Clara Machado.

O elenco quase que se repetia nas duas produções, o que demonstrava nossa vontade enorme de fazer acontecer. O presidente do Clube Universitário – então promotor da Seunit – naquele ano era Jefferson Rossi Prado. E foi justamente o Jefão que deu a chance para o teatro iniciante de Tambaú fazer parte daquele evento. E fizemos história.

“Pluft” dispensa sinopse. Que não viveu em Marte desde 1955, sabe de cor a história do fantasminha que morre de medo de gente e se aventura contra os piratas para salvar sua amiga Maribel. O papel-título ficou para meu irmão Carlos Henrique, que estreou em Semana Universitária antes da gente, em uma montagem de “Judas em Sábado de Aleluia”, do extinto grupo TAT – Teatro Amador Tambauense.

Maribel foi docemente vivida por Flávia Regina; Silvana Furtado fez a mãe de Pluft com seus adoráveis pasteis de vento e este que aqui, humildemente escreve, interpretou um dos papeis mais legais do teatro infantil brasileiro: o temido Capitão Perna-de-Pau. Jaime da Silva, meu parceiro de cena em “Viva e República”, deu vida (!) ao Tio Gerúndio, dentro do seu indefectível baú.

E para completar a aventura que divertiu centenas e centenas de crianças na Sociedade Amigos de Tambaú, os três marinheiros amigos de Maribel foram interpretados por Cláudio Rezende, Donizetti Zampolo e João Edson Aguiar; que viveria em um próximo capítulo, um dos textos mais lembrados pelo nosso público nesse início de caminhada.

Como eu estava dirigindo o espetáculo adulto, ganhamos uma Diretora talentosa para comandar a montagem de “Pluft”: minha amiga Rosângela Cunha, que também já tinha feito parte do Grupo TAT. E na foto do ensaio, publicada nesse texto, ainda aparece o José Ruy Amâncio (de capacete), que foi uma espécie de “consultor” da montagem. Zé Ruy já havia sido o Pluft em uma montagem feita na cidade, ao lado do Jefão, que tinha vivido (!) o tio do Pluft.

Depois dessa nossa aventura pelo teatro imortal de uma das maiores dramaturgas brasileiras, “Pluft, o Fantasminha” seria montado outras duas vezes pela Escola Municipal de Teatro de Tambaú, que eu também viria a dirigir. Mais isso é assunto para alguns capítulos adiante.

 

Ficha Técnica de “Pluft, o Fantasminha”. 

Direção: Rosângela Amélia Cunha

Elenco: Paulo Rogério, Carlos Henrique, Flávia Regina, Jaime da Silva, Silvana Furtado, Cláudio Vinicius Figueiredo Rezende, Donizetti Zampolo e João Edson Aguiar.

Estreia: Julho de 1985 – Sociedade Amigos de Tambaú.